- Mapa Geológico do Município
2000
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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- Mapa Geológico sobre Imagem Sombreda de Relevo
2002
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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- Mapa de Declividade
2002
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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* Para visualizar os mapas, consulte a seção Índice de Mapas



Apresentação


O meio físico e a ocupação urbana

A. Meio físico

O município de São Paulo tem sido objeto de estudo desde o século passado, do ponto de vista geológico, geomorfológico e geotécnico. Considerando os objetivos deste trabalho, serão ressaltados apenas os aspectos mais significativos do meio físico e suas relações com a ocupação, sem a pretensão de uma abordagem mais acadêmica.

Problemas - Os principais problemas de caráter geológico-geotécnico que afetam a ocupação no município são os escorregamentos, inundações e a erosão. A ocorrência desses fenômenos está na conjugação de condicionantes naturais tais como tipos de rochas, de relevo, presença de descontinuidades (xistosidades, fraturas, falhas) com as formas de ocupação urbana (supressão de vegetação, aterramento das várzeas, modificação do perfil natural da encosta pela execução de corte-aterro lançado, impermeabilização do solo, etc).

Dentro de seus limites administrativos, o município abrange esquematicamente três conjuntos de setores bastante diferenciados: a Bacia Sedimentar de São Paulo, de idade terciária; o seu rebordo granito-xisto-gnaíssico, desfeito em um sistema de blocos e cunhas em degraus, por um sistema de falhamentos antigos reativado(4) pré-cambriano e as coberturas aluviais e colúvios quaternários.

Este arcabouço geológico condiciona a morfologia da região, refletindo na existência de um relevo colinoso, com planícies aluviais e terraços dos rios Tietê e Pinheiros e afluentes, onde encontra-se assentado seu núcleo urbano mais consolidado, circundado por formas de relevo mais salientes, sustentadas por corpos graníticos (Serra da Cantareira) e lentes de metassedimentos mais resistentes.

Mapa Geológico - No mapa geológico, estes três conjuntos são detalhados em 4 grandes unidades, onde são descritas suas distribuições e características litológicas, não sendo aqui fundamental a discussão sobre o posicionamento estratigráfico das mesmas, ainda que as unidades obedeçam a um ordenamento crono-estratigráfico.

1 - Sedimentos Cenozóicos - Nesta unidade estão agrupados todos os depósitos sedimentares de idades terciária e quaternária, com ocorrência no município de S. Paulo e mapeáveis na escala original do mapa geológico 1:250.000. A saber: Depósitos aluviais (Qa), Formação São Paulo (TSP), onde predominam depósitos arenosos e subordinadamente argilas e conglomerados, Formação Resende (TR), onde ocorrem lamitos, arenitos e conglomerados. Ressalta-se que os depósitos coluviais, de idade quaternária e de importância para a ocupação, já que muitos deslizamentos estão associados a este tipo de depósito, não encontram-se representados em mapa, por não serem mapeáveis neste escala. Os depósitos aluviais têm sua ocorrência ao longo das várzeas dos rios e córregos do município, destacando-se as planícies dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, ainda que intensamente remodeladas pela ação humana através de retificações dos canais, aterramento das várzeas etc. Cabe ressaltar ainda a ocorrência de sedimentos quaternários no sul do município, preenchendo a estrutura circular denominada de Cratera de Colônia. Os principais problemas na ocupação dos depósitos aluviais são:

- áreas mais sujeitas à inundação

- recalques devido ao adensamento de solos moles

- lençol freático raso.

Os sedimentos terciários (formações S. Paulo e Resende) se estendem por toda a área central do município, sendo o espigão da Paulista sustentado pela Formação S. Paulo, e em manchas isoladas ao sul, entre as represas Guarapiranga e Billings, ao norte, na região de Santana ,a leste, ao longo de toda a margem esquerda do Tietê nos bairros de Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Penha e Tatuapé e a sudeste no Ipiranga e Sacomã.

Como principais problemas para a ocupação ressalta-se: recalque diferencial na camada mais superficial de argila porosa e dificuldades de escavação, tanto nos solos superficial como nos sedimentos desta unidade(1).

2 - Suítes Graníticas Indiferenciadas - Nesta unidade encontram-se agrupados granitos, granodioritos, monzogranitos e granitóides indiferenciados (Pcsg). Ocorrem predominantemente na região norte, sustentando a Serra da Cantareira e ao sul, em corpos isolados.

Quando ocupados, os maciços de solo originados da alteração dos granitos, apresentam como maiores problemas a instabilização de blocos e matacões e a dificuldade de escavação e cravação de estacas. Apresentam potencialidade média para escorregamentos, agravados em áreas com declividades superiores a 60% e em aterros lançados. Quando expostos, os solos podem sofrer processo de ravinamento.

3 - Grupo São Roque e Grupo Serra do Itaberaba - Nesta unidade encontram-se agrupados dois grupos litoestratigráficos, onde ocorrem metassedimentos de natureza diversificada e metavulcânicas básicas. Foram divididas e representadas no mapa geológico as seguintes subunidades:

PCSRa - metaarenitos, metárcoseos, metagrauvacas, quartzitos e metasiltitos, com ocorrência restrita a lentes, na porção noroeste da cidade (Perus).

PCSRb - ortoanfibolitos, metavulcânicas básicas, rochas calcossilicáticas e intercalações de filitos, metarenitos e metaconglomerados de ocorrência também restrita a região noroeste.

PCSIq - sedimentos clastoquímicos, de ocorrência restrita a região norte, em corpos isoladas em Perus (Pico do Jaraguá) e na região de Santana e Jaçanã.

PCSIv – unidade vulcano sedimentar, de ocorrência restrita na região norte, em corpos isolados, intercalados com as rochas da suíte granítica.

PCSRi - micaxistos, anfibolitos, metacalcários e rochas calciossilicáticas do Grupo S. Roque indiferenciado. No município de S. Paulo ocorre isoladamente na região de Perus.

Os principais problemas associados à ocupação de maciços de solos desta unidade são(1):

- escorregamentos de aterros constituídos por solos siltosos e micáceos, provenientes da alteração dos filitos e mica-xistos, por dificuldade de compactação.

- instalação de processos erosivos intensos em cortes (solo exposto) e aterros lançados de filitos e xistos.

- desplacamento de rocha em maçicos quartzíticos e de filitos

- baixa capacidade de suporte de solos amolgados provenientes de mica-xistos e de anfibolitos, devido a presença de argila expandida.

4 - Complexo Embu - Nesta unidade, composta por uma grande variedade litológica, encontram-se agrupados as rochas mais antigas situadas na área do município.

PCegm - gnaisses graníticos e biotita-gnaisses migmatizados, de localização restrita ao extremo sul do município e as regiões de Campo Limpo e Ipiranga.

Pcex e Pcef - xistos, mica-xistos, filitos e corpos lenticulares de anfibolitos, quartzitos e rochas calciossilicatadas, que predominam em toda a porção sul e de ocorrência secundária, na porção leste em Itaquera, São Mateus e Guaianazes

Pceq - quartzitos, com ocorrência restrita a um corpo lenticular, próximo a margem direita da Represa Billings.

Os principais problemas previstos quando da ocupação são(1):

- escorregamentos de taludes de corte e aterro, nas áreas de gnaisses e migmatitos

- erosão intensa, baixa capacidade de suporte e dificuldade de compactação nos solos de alteração dos gnaisses e migmatitos

- baixa capacidade de suporte, dificuldade de compactação de solos de alteração de mica-xistos e filitos, além de escorregamentos de aterros lançados em encosta.

B. Ocupação precária

“A luta pela moradia, para nós, é uma luta para a população ter um mínimo de dignidade. A pessoa passa a maior parte de sua vida, desde o nascimento, dentro de uma casa, isso quer dizer, a casa molda a pessoa. Nós conhecemos pelo rosto onde a família mora: se é numa favela, sem ventilação, sem as mínimas condições de habitabilidade, o local pode causar doenças e enfermidades.”

Luís Antonio Marchioni (Padre Ticão)(5)

Será inserida neste tema que trata do meio físico, uma breve discussão sobre o tema “ocupação precária”, onde será dada ênfase às favelas e loteamentos clandestinos/ irregulares. Nesse tipo de ocupação, são construídas moradias em precaríssimas condições técnicas e sanitárias, predominantemente em áreas públicas, no caso das favelas, comumente situadas em margens de córregos, terrenos de alta declividade e de grande fragilidade do ponto de vista geológico–geotécnico.

Este quadro é bastante favorável à proliferação das denominadas “áreas de risco”, à proporção da instalação e consolidação da miséria nas porções mais periféricas da cidade, desprovidas de condições mínimas de infraestrutura urbana(6).

Entretanto, o tema ocupação precária não deve dissociar-se da questão habitacional, ou da política a ela destinada notadamente nesses últimos 30 anos em São Paulo, reflexo, muitas vezes, de diretrizes no âmbito nacional.

Os dados – bastante significativos – a serem apresentados a seguir, pouco valeriam, reduzindo-se a informações cadastrais, se não forem avaliados num contexto maior, que coloca a falta de moradia como um dos maiores problemas sócio-ambientais verificados, e portanto, a serem enfrentados em nossa metrópole.

O déficit habitacional resultante da queda do poder aquisitivo e a deficiência dos programas de habitação de baixa renda fizeram com que no período de 1973 a 1987 o número de população favelada aumentasse em mais de 1000 %, passando de 71.840 para 1.901.892 de habitantes7. Quanto aos loteamentos clandestinos, estima-se sua população em cerca de 2.500.000 de pessoas(8).

Favelas - As favelas se caracterizam por ocupar áreas não compradas, públicas ou privadas, sobre as quais são edificadas habitações precárias7. Segundo o censo de 1987 da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento urbano, atualizado em 1999, existem em São Paulo 1855 favelas, distribuídas na totalidade das Subprefeituras (segundo a distribuição vigente em 1987, 20 ARs). Entretanto, possuem maior concentração nas áreas periféricas da cidade, com exceção do extremo sul do município.

Veja a tabela demonstrativa do número de favelas na região de cada Subprefeitura.

Deve-se ressaltar que o censo de SEHAB considera também favelas as áreas constituídas por pequeno número de domicílios, diferindo da classificação utilizada no tema sócio-econômico deste trabalho (mapa de população favelada), que foi baseada nos dados do IBGE, que define favela a concentração de pelo menos 50 moradias.

Na Zona Sul estão concentradas mais de 50 % das favelas, sendo que apenas na Subprefeitura de Campo Limpo, estão situadas cerca de 25 % das favelas de todo o município. Ocupam, como comentado anteriormente, áreas frágeis do ponto de vista geológico-geotécnico, predominantemente relevos de alta declividade constituídos predominantemente por gnaisses e migmatitos, conforme se observa no mapa geológico. São verificados nessa região, a cada ano, ocorrências de escorregamentos, resultantes da construção e ocupação precária aliada a condições desfavoráveis do meio físico.

Foram mapeadas nessa região, pelos técnicos da Subprefeitura de Campo Limpo, 37 favelas consideradas de risco geológico-geotécnico. Entre elas: Favela Itaoca, Favela Peinha, Vila Andrade e Favela Paranapanema

Nesse mapeamento foram incluídas também, favelas com risco de enchentes e solapamentos, as quais situam-se às margens, e por vezes dentro de leitos de córregos.

Na Zona Norte estão concentradas 327 favelas, situadas em maior número em terrenos de alta declividade, outrora ocupados por vegetação típica da Serra da Cantareira. São verificadas também situações de risco de enchentes e solapamentos nesta região, em favelas localizadas próximas aos córregos, como o Jardim Damasceno.

Face a ocorrência de rochas granitóides nessa área (vide mapa geológico) estão mapeadas favelas com risco de queda/atingimento de blocos (blocos e matacões de rocha, com superfície arredondada e formas sub-arredondadas de tamanhos variados, sendo comuns diâmetros que variam de 1 a 3 m).

Na Zona Leste há também uma significativa concentração de favelas (344). Muitas delas são localizadas em áreas de várzeas sujeitas a enchentes, como a favela Santa Rita de Cássia, na Penha. O Jardim Pantanal, área situada na várzea do Rio Tietê, é considerado uma das áreas mais críticas desta região.

Sob a óptica da exclusão social constante no Mapa da exclusão/inclusão social da cidade de São Paulo9, o distrito de Sacomã é classificado como o de maior concentração de moradias precárias (favelas, cortiços, moradias improvisadas), com total de 9.459. Este distrito reflete, em verdade, a concentração de moradias referente principalmente à favela Heliópolis, a maior do Município, com cerca de 90 mil habitantes.

Por outro lado, o mesmo Mapa citado(9), quando se refere a concentração (em número absoluto) de população em habitação precária, aponta o distrito de Jardim Ângela como o mais populoso (38.234). Esse dado está em concordância com aqueles do CENSO de Favelas da SEHAB.

Loteamentos clandestinos / irregulares

Referem-se a ocupações cuja característica principal é contrariar normas de parcelamento e uso do solo que regem a ocupação do espaço no município(7).

De 1923 a 1950 o poder público municipal tratava caso a caso a abertura de novas ruas. A partir de 1950, estabeleceram-se condições gerais para regularização de loteamentos. Essas leis mostram que a cidade foi sendo produzida por loteamentos irregulares. A partir do final da década de 60, enquanto se esgotavam as terras mais próprias para a ocupação urbana (bacia sedimentar terciária), os arruamentos penetraram áreas de solos frágeis, de alta declividade e com condições impróprias para urbanização, introduzindo-se assim situações catastróficas no parcelamento irregular(7).

Segundo dados da Secretaria da Habitação(3), até 1990 existiam 2500 processos administrativos referentes a loteamentos irregulares em andamento, sendo 900 na Zona Norte, 900 na Zona Leste e 600 na Zona Sul, onde se verificava a maior extensão territorial clandestina (9.520.448 m2 até 1990). Vale citar o texto referente à área de mananciais apresentado neste trabalho que aborda também esse tema.

No tema referente à vegetação, apresentado neste trabalho, foi efetuado um estudo sobre a perda de vegetação significativa, protegida por legislação, associada à implantação de loteamentos clandestinos na Zona Norte, área também, de expressiva ocupação por parcelamento irregular.

Do ponto de vista de sua abrangência territorial, em 1981 havia 3.567 loteamentos, ocupando 31.147 hectares, envolvendo 1 milhão e 200 mil lotes. Em 2000, segundo dados de RESOLO/ SEHAB, os loteamentos irregulares ocupam área de cerca de 339.000.000 km2, correspondendo a 22 % da área total do município (Loteamentos implantados irregularmente (área das glebas em m² - Fonte dos dados: SEHAB / RESOLO, atualizado até 12/12/2000).

Notas de rodapé:

(1) FERNANDES, A, ;KAWAI,C: GURDOS, C: CARREGA, D.L.; SILVA, F.N; VILLROTER, F.; BEUTTENMULLER, G.; TAKIYA, H.; MENEGASSE, L: BARROS, L.; OLIVEIRA, M.A ; MOTTA, M.; DINIZ, M.; LANDGRAF Jr., O; PRADO, O; SEPE, P.M.; NISHIMOTO V.; NEWERLA, V. 1993. Detalhamento da Carta Geotécnica do Município de São Paulo. In: Prefeitura do Município de São Paulo, Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, A questão ambiental urbana : cidade de São Paulo, São Paulo, p. 381-388.

(2) ROLNIK, RAQUEL .1992. Política ambiental e gestão da cidade (Apresentação). In: Prefeitura do Município de São Paulo/Secretaria Municipal de Planejamento , Cadernos de Planejamento, Diário Oficial do Município de São Paulo, ano 37, nº 243 (Suplemento),.24.

(3) ABREU, A A . 1992. Do pátio do Colégio ao Planalto ao Planalto Paulistano : problemas geomorfológicos emergentes do Município de São Paulo. In : Problemas Geológicos e Geotécnicos na Região Metropolitana de São Paulo,São Paulo, Abas/ABGE/SBG, p.47-54.

(4) PELOGGIA, A .1998. O Homem e o Ambiente Geológico – Geologia, sociedade e ocupação urbana no Município de São Paulo.Editora Xamã ,S.Paulo, 270p.

(5) BALTRUSIS, N. & PEREIRA, M. A. 1992. O exemplo da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo. Entrevista com Padre Ticão. in Direito a Moradia. FASE. UMM/ SP. Edições Paulinas. p. 25-30.

(6) TAKIYA, H. 1997. Estudo da sedimentação neogênico-quaternária no Município de São Paulo: caracterização dos depósitos e suas implicações na geologia urbana. Tese de Doutoramento apresentada ao Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. São Paulo. 143 p.

(7) Rolnik, R; KOWARIK, L. SOMEKH, N. 1991. São Paulo: crise e mudança. 2 Ed. São Paulo. Brasiliense. 215 p.

(8) Prefeitura do Município de São Paulo – Secretaria do Verde e Meio Ambiente. 1996. Agenda 21 local, Compromisso do Município de São Paulo. PMSP. 165 p.

(9) SPOSATI, A. 1996. Mapa de exclusão/inclusão social na cidade de São Paulo. São Paulo. Editora PUC São Paulo. 126p.

Citações:

AB’ SABER, A N. 1957. Geomorfologia de sítio urbano de São Paulo. São Paulo,FFCL/USP,Boletim 219(Geografia 12)

PRANDINI, F.L.; NAKAZAWA, V.ª,FREITAS, C.G.L; DINIZ, L.C. 1995. Cartografia Geotécnica nos planos diretores regionais e municipais. In: Curso de Geologia Aplicada ao Meio Ambiente, ABGE/IPT,São Paulo, ABGE, p. 187-202.

RODRIGUEZ, S.K. 1998. Geologia Urbana da Região Metropolitana de São Paulo. Tese de doutoramento, Universidade de São Paulo – Instituto de Geociências





Concentração de favelas


Número de favelas na região de cada subprefeitura


Favela Itaoca - Campo Limpo


Favela Peinha - Campo Limpo


Vila Andrade - Campo Limpo


Favela Paranapanema


Jardim Paraná, zona norte


Jardim Damasceno, zona norte


Jardim Damasceno, zona norte


Favela Sta. Rita de Cássia, Penha


Favela Heliópolis


Loteamentos implantados irregularmente


atlasambiental@prefeitura.sp.gov.br