- Perfil ambiental
2002
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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- Perfil socioambiental
2002
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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* Para visualizar os mapas, consulte a seção Índice de Mapas



Apresentação


Perfis Ambiental e Sócioambiental

Assim como feito para os fatores socioeconômicos, buscou-se elaborar uma metodologia que levasse à obtenção de um perfil ambiental por distrito para o Município de São Paulo e, do cruzamento de ambos, a obtenção de um perfil socioambiental.

Bases de Informações e métodos utilizados
Na definição dos dois perfis, optou-se também por trabalhar por distrito, como unidade de agregação e levantamento de dados do município, ainda que muitos dos distritos não sejam homogêneos em diversos aspectos ambientais bem como socioeconômicos.

A definição de um perfil ambiental demandou a escolha de alguns indicadores para a sua composição. Considerando que nesta primeira fase do projeto Atlas Ambiental a ênfase foi dada à vegetação, outros temas ligados à questão ambiental não foram abordados, tais como poluição da água, ar, áreas contaminadas, etc. Tal fato leva a uma abordagem restrita à vegetação, reduzindo-se a abrangência deste perfil, e conseqüentemente do perfil socioambiental.

Entretanto, julgou-se que os resultados obtidos nos capítulos Cobertura Vegetal e Clima Urbano, poderiam ser utilizados para comporem o perfil ambiental do município, sendo proposto como indicadores o desmatamento no período de 1991-2000, a distribuição da cobertura vegetal no ano de 1999, e a temperatura aparente da superfície (3 de setembro de1999).

Indicador Ambiental 1: Distribuição da cobertura vegetal - 1999
Os dados foram obtidos com base no uso de imagens do satélite Landsat 7, datadas de 03 de setembro de 1999.

Com a utilização do aplicativo “Spring 3.5.1”, foram aplicados processos de classificação supervisionada e segmentação para a definição de classes encontradas na cidade de São Paulo referentes a padrões similares de presença de cobertura vegetal, sendo definidas 05 classes.

Para definição deste indicador adotou-se apenas as três classes onde a presença de vegetação é significativa, compondo aspecto positivo do ponto de vista ambiental, saber: “VEGETAÇÃO 1” (Parques e Bosques Urbanos), “VEGETAÇÃO 2” (Zona Rural, incluindo mata, reflorestamento e agricultura) e “URBANO 3” (regiões intensamente arborizadas - bairros Jardins e áreas de expansão urbana).

Com o uso do recurso de “tabulação cruzada” do aplicativo “Spring 3.5.1”, os resultados (áreas em metros quadrados) foram associados aos respectivos distritos nos quais se encontram.

Os valores foram então divididos pela população de cada distrito municipal, a fim de se obter um indicador correspondente à área de cobertura vegetal (em m2) por habitante para cada um desses distritos (veja a tabela com o indicador). Ressalta-se que com a utilização das três classes mais significativas de presença de vegetação, os distritos de Santa Cecília e Brás assumem, por esta metodologia, o valor zero m2/hab, embora existam nestas áreas exemplares arbóreos isolados e pequenas áreas verdes sem expressão na escala adotada.

Sendo a imagem utilizada para a classificação datada de 03 de setembro de 1999, fez-se necessário o cálculo da população estimada para o ano de 1999. Tal cálculo foi feito através do processamento dos dados de população dos censos do IBGE dos anos de 1991 e 2000, interpolando-se por esses a população estimada em 1999 para cada um dos distritos municipais.

Indicador Ambiental 2: Desmatamento no período 1991-2000
O estudo de desmatamento foi elaborado com base na análise multitemporal de duas imagens geradas pelo satélite Landsat.

A primeira delas foi registrada pelo Landsat 5 em 23 de outubro de 1991, a segunda em 30 de abril de 2000 pelo Landsat 7. Com o uso do aplicativo “Spring 3.5.1”, foram aplicadas técnicas de classificação supervisionada e segmentação de uma composição multitemporal das citadas imagens em RGB, sendo utilizada a banda 3 para realce das áreas desmatadas.

As áreas desmatadas foram calculadas em hectares e associadas aos respectivos distritos com o uso do recurso de “tabulação cruzada” do citado aplicativo.

É importante observar que existem distritos com valor zero hectare de área desmatada, tais como Alto de Pinheiros, Consolação, Socorro, Bom Retiro, Brás, etc. A ocorrência desse valor para alguns distritos pode ser explicada pela hipótese da inexistência desta prática no período de 1991 a 2000, o que é bastante improvável, como também pela escala adotada, onde não estariam representadas áreas com pequena extensão, e pela ausência de vegetação com expressão significativa, nos distritos mais urbanizados. Desta forma, nesses distritos, já não ocorreriam mais áreas vegetadas para serem desmatadas no período considerado.

Indicador Ambiental 3: Temperatura aparente da superfície - 1999
Do processamento digital da banda termal (TM6+) de imagem gerada pelo satélite Landsat 7 em 03 de setembro de 1999, com o uso do aplicativo “ERMapper 6.1”, resultaram dois produtos: os mapas de temperatura aparente da superfície por classes/faixas de temperaturas similares e o de isolinhas de temperatura aparente da superfície (vide mapas de temperatura aparente, nos anexos).

Para a definição da temperatura aparente da superfície por distrito, efetuou-se análise da predominância territorial do intervalo de temperatura em cada distrito administrativo.

Entretanto, observa-se que alguns distritos apresentam áreas bastante heterogêneas quanto aos intervalos de temperatura e com alto gradiente térmico, variando desde temperaturas em torno de 28 a 31° C.

Como principais exemplos podem ser citados os distritos de Cursino, onde em sua porção sul verificam-se temperaturas mais amenas propiciadas pela presença do Parque Estadual das Nascentes do Ipiranga (Parque do Estado), em contraposição às áreas mais urbanizadas, ao longo da Avenida do Cursino e o de Santo Amaro, onde sua porção industrialização, a sudoeste apresenta temperaturas aparentes acima de 30° C, enquanto que nordeste os valores situam-se na faixa de 28 a 29 °C. Tais diferenças refletem a estreita relação existente entre a temperatura aparente e o uso e ocupação do solo.

O princípio adotado para a obtenção dos perfis ambiental e socioambiental foi a construção de um ranking (ou classificação) dos distritos para cada um dos indicadores eleitos.

Critérios adotados na construção do ranking
Para cada um dos indicadores, os 96 distritos municipais foram classificados em ordem crescente, sendo-lhes atribuídos pontos que variam no intervalo de 0 a 95. A pontuação “0” é atribuída ao melhor valor e a “95” ao pior, para cada indicador por distrito e esses são classificados em ordem crescente (conforme as colunas "Classificação" n1, n2, n3 e n4 das respectivas tabelas resultantes).

O critério de definição do que foi considerado como melhor e pior em cada indicador foi o seguinte:

- Indicador Ambiental 1: Distribuição da cobertura vegetal - 1999: os maiores valores de cobertura vegetal por habitante foram considerados como melhores e os menores como piores;

- Indicador Ambiental 2: Desmatamento no período 1991-2000: igualmente, os distritos que apresentaram menores valores em área desmatadas foram considerados como melhores e, inversamente, os com maiores áreas desmatadas, como os piores;

- Indicador Ambiental 3: Temperatura aparente da superfície - 1999: as regiões com temperaturas mais amenas foram eleitas como melhores e as mais elevadas como piores. Ressalta-se, entretanto, que na adoção deste critério desconsiderou-se o efeito do desconforto térmico existente em áreas com verticalização expressiva, que apresentam sombreamento e canyons urbanos, e, portanto, temperaturas mais baixas, como comentado no item 6.5 – Clima Urbano.

- Indicador Socioeconômico: Perfil socioeconômico da população: já classificado por fator, apresentado neste relatório, terá apenas os distritos classificados conforme o resultado. Não foram atribuídos pesos para a classificação dos valores relativos aos indicadores utilizados.

Metodologia - A metodologia utilizada na agregação dos indicadores foi semelhante à adotada pela SEMPLA no desenvolvimento do “Perfil Socioeconômico da População” apresentado neste relatório, bem como em outros estudos socioeconômicos como, por exemplo, os da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – SEADE, e ambientais já produzidos, tais como em LO & FABER (1997).

Assim, o resultado para os perfis ambiental e sócio-ambiental, é proveniente da soma das pontuações atribuídas a cada um dos distritos para os indicadores considerados, classificados de acordo com o valor final obtido. Ressalta-se que, de acordo com o critério adotado, as menores pontuações são atribuídas aos distritos de melhor situação e assim sucessiva e inversamente, em ordem crescente, as maiores pontuações atribuídas aos de pior situação.

Mapas temáticos resultantes
Da aplicação da metodologia e dos critérios adotados, resultaram os mapas temáticos dos:

Perfil Ambiental do município de São Paulo – resultante da composição dos indicadores ambientais 1, 2 e 3; e

Perfil Sócioambiental do município de São Paulo – resultante da composição dos Perfil Ambiental com o Perfil Sócioeconômico.

Os perfis ambiental e socioambiental constituem-se na tentativa de quantificar e qualificar as condições ambientais e socioambientais existentes no território da metrópole paulistana.

Os resultados obtidos devem ser avaliados com a ressalva de que na construção dos indicadores ambientais foram utilizados basicamente dados referentes à vegetação e clima urbano, principal escopo do presente trabalho. Não foram analisados por exemplo, dados sobre poluição do solo, água, etc.

Qualidade ambiental nos distritos - Os 96 distritos do Município foram agrupados em oito grupos (G-I a G-VIII), que refletem sua qualidade ambiental e socioambiental, sendo que os localizados nos primeiros grupos (G-I e G-II) possuem a melhor situação, e inversamente, os agrupados nos grupos VII e VIII, a pior situação.

Quanto ao perfil ambiental, apenas quatro distritos (Socorro, Morumbi, Alto de Pinheiros e Marsilac) apresentam ótima a boa qualidade ambiental (G-I e G-II) e em posição oposta no ranking, dezoito distritos estão classificados como ruim a péssima qualidade ambiental, entre eles Itaquera, Itaim Paulista, Sapopemba, Lajeado, etc (G-VI e G-VII).

Os setenta e quatro distritos restantes estão agrupados nos quatro grupos intermediários (G-III, G-IV, G-V e G-VI), apresentando qualidade ambiental entre média a ruim.

Ranking - Os distritos situados nos dois primeiros grupos possuem bons valores em pelo menos dois dos três indicadores, o que justifica sua posição no ranking.

No caso de Socorro e Alto de Pinheiros (primeiro e terceiro colocados, respectivamente), pela ausência de desmatamento no período de 1991 e 2000 e pelas temperaturas amenas (27 a 28º C). O distrito do Morumbi, segundo colocado, apresenta o maior valor de cobertura vegetal por habitante (239,04 m²/hab) entre os distritos classificados no grupo I, mas é o único entre os três distritos que apresenta área desmatada, ainda que em pequenas proporções (2,61 hectares).

Quanto a Marsilac, sua posição em quarto lugar deve-se à presença significativa de vegetação (25.797m²/hab, o maior valor do Município) e por apresentar as mais baixas temperaturas entre todos os noventa e seis distritos (25 a 25,5 ºC). Entretanto, em contrapartida, apresenta valor relativamente alto de desmatamento, próximo a 60 hectares.

Pode-se sugerir ainda que a classificação do distrito de Socorro como o de melhor qualidade ambiental do município deva ser considerada com as devidas ressalvas, tais como a heterogeneidade da ocupação existente no distrito e que a classificação foi obtida a partir do cruzamento de indicadores ambientais restritos a vegetação e clima urbano, não sendo utilizados outros indicadores, como anteriormente discutido.

A existência de uma concentração industrial ao redor do largo do Socorro e ao longo da Avenida Guido Caloi, representada no mapa de Unidades Climáticas Urbanas como IB4, poderia imprimir um perfil desfavorável ao distrito. Entretanto, esta ocupação foi contrabalanceada pelas ocupações de bom padrão, com arborização significativa, existentes nas porções sul-sudoeste, representadas pelos bairros de Veleiros e Interlagos e por conter em seu território parte da Represa Guarapiranga.

No grupo III têm-se dez distritos que apresentam boa qualidade ambiental: Pinheiros, Santo Amaro, Jardim Paulista, Consolação, Pedreira, Parelheiros, Campo Belo, Cursino, Tucuruvi e Butantã, sendo nenhum deles localizados na zona leste. Tais distritos apresentam grande heterogeneidade de características, não podendo ser definido um único perfil ou padrão de qualidade ambiental para todo o grupo ou mesmo para áreas intradistritos.

No distrito de Parelheiros por exemplo, o padrão de ocupação é bastante distinto do observado nos distritos de Jardim Paulista, Consolação, etc, caracterizando-se por ocupação urbana fragmentada inserida em zona rural, com significativa cobertura vegetal.

Ressalta-se ainda o distrito da Consolação, tendo como principal característica a heterogeneidade de seu território, predominando a sul/sudeste (eixo da R. da Consolação e espigão da Av. Paulista) condições ambientais desfavoráveis, tais como ausência de vegetação, sombreamento devido a verticalização e tráfego intenso de veículos. Na porção oeste, situa-se o bairro do Pacaembu, denominado bairro jardim, tombado pelo patrimônio municipal por suas características urbanísticas e pela presença de vegetação protegida por legislação estadual e municipal.

O distrito do Jardim Paulista aparece bem classificado (sétimo colocado) devido à metodologia aplicada, sem entretanto possuir boas condições ambientais reais, visto que apresenta grande verticalização, corredores viários com tráfego intenso (Avenidas Paulista, Rebouças e Nove de Julho, etc) e pouca cobertura vegetal.

Os valores obtidos para os indicadores desmatamento e temperatura aparente são favoráveis, entretanto não espelham as condições reais, já que as baixas temperaturas apresentadas (27,5 a 28 °C) são resultantes do sombreamento e da presença de “canyons” urbanos, e o valor zero para o desmatamento é devido à urbanização estar consolidada há muitas décadas, não existindo no período de 1991 a 2000, áreas com cobertura vegetal significativa para serem desmatadas, conforme já comentado.

Nos Grupos G-IV, G-V, e G-VI, estão classificados os distritos com qualidade ambiental entre média a ruim, representando 77% dos distritos do Município. Estes três grupos de distritos abrangem regiões com características muito distintas, assim como observado para o Grupo III, englobando desde distritos bastante urbanizados até áreas mais periféricas.

Os distritos Anhanguera, Tremembé, Grajaú, Perus, Parque do Carmo, Iguatemi, Jaraguá e Jardim Ângela apresentam como similaridade a expressiva cobertura vegetal, com valores superiores a 100m²/hab, sendo 897,34 m²/hab obtidos para o distrito Anhanguera Tais valores poderiam conferir aos referidos distritos uma boa posição no ranking. Entretanto, por situarem-se em áreas sob pressão de ocupação, a cobertura vegetal vem sendo sucessivamente suprimida, conforme pode ser observado nos altos valores apresentados pelo indicador desmatamento no período de 1991-2000 (Tabela 20 e Figura 34), superiores a 300 hectares por distrito.

Por outro lado, ainda nos grupos G-IV, G-V e G-VI, há os distritos com urbanização consolidada, mas com padrão de ocupação variável. Os distritos de Perdizes, Itaim Bibi, Vila Mariana e Santa Cecília, por exemplo exibem um bom padrão de ocupação, contrário ao padrão apresentado por Limão, Vila Medeiros, Vila Guilherme, Cidade Ademar, Vila Matilde, entre outros. Entretanto, possuem em comum valores extremamente baixos de cobertura vegetal por habitante, inferiores a 5 m²/hab, podendo atingir o valor zero como em Santa Cecília.

Dos dezoito distritos com pior classificação, apenas os distritos do Limão, Sacomã, Brás, Vila Maria e Penha não estão localizados em áreas periféricas e cinco do total não situam-se na zona leste. Em geral, apresentam valores extremamente baixos de cobertura vegetal por habitante e altos valores de temperatura, superiores a 30° C, o que lhes confere baixa colocação no ranking.

Os três distritos com pior classificação, a saber: Itaim Paulista, Sapopemba e Itaquera estão nesta posição devido aos altos valores do indicador desmatamento associados a baixa cobertura vegetal verificada nestas áreas, inferior a 5m²/hab.

O perfil socioambiental, obtido a partir da correlação entre o perfil ambiental e o socioeconômico, também apresenta-se dividido em oito grupos, sendo que nos grupos G-I e G-II encontram-se classificados os seis distritos com melhor qualidade socioambiental: Morumbi, Alto de Pinheiros, Socorro, Santo Amaro, Pinheiros e Jardim Paulista e no G-VII e G-VIII, os sete distritos com pior qualidade: Sapopemba, Itaim Paulista, Itaquera, Lajeado, Vila Curuçá, Vila Jacui, Jardim Helena e São Mateus. Nos oitenta e um restantes, as condições socioambientais variam de média a ruim.

É importante discutir os dois perfis associados, notando-se a variação dos distritos no ranking quando são considerados indicadores socioeconômicos.

Nota-se que os três primeiros lugares se repetem alterando, entretanto as posições, tendo-se como melhor distrito no perfil socioeconômico o Morumbi, seguido por Alto de Pinheiros e Socorro. Tal alteração é justificada pelos excelentes indicadores socioeconômicos apresentados pelo Morumbi e Alto de Pinheiros, principalmente renda e escolaridade.

Nos grupos G-I e G-II o grande destaque é o deslocamento no ranking do distrito de Marsilac, de quarto lugar no perfil ambiental para vigésimo sexto no perfil socioambiental. Deve se ressaltar as especificidades do distrito, classificado como Unidade Climática Não Urbana (florestal) – IV, e, na sua porção oeste como Unidade Climática do Urbano Fragmentado (Rural não urbano) – III-C, no Mapa de Unidades Climáticas Urbanas (Mapa 12), tais como a baixa densidade demográfica, a grande extensão de área protegida por lei, coibindo a ocupação, o padrão de pequenos núcleos urbanos de baixo padrão inseridos em zona rural, e os baixos valores obtidos nos indicadores socioeconômicos.(renda familiar de R$ 988,00, taxa de mortalidade infantil de 44,2 por mil nascidos vivos ).

No grupo III, onde estão classificados os distritos com boas condições socioeconômicas, ressalta-se a queda do distrito de Pedreira, de nono no perfil ambiental para vigésimo quinto (grupo G-V) e ascensão de Moema e Perdizes de vigésimo terceiro (grupo G-IV do perfil ambiental) para nono e de vigésimo quarto para décimo terceiro, respectivamente.

Nota-se ainda que outros distritos periféricos que apresentam bom perfil ambiental, tais como: Parelheiros, Anhanguera, Jardim Ângela, Pirituba, José Bonifácio, São Rafael, Iguatemi, etc, “caem” no ranking quando correlacionados aos indicadores socioeconômicos, indicando que a exclusão social situa-se preferencialmente nas áreas periféricas do Município, como sugerem outros trabalhos, como o mapa da exclusão social (SPOSATI, 1996).

Além disso, em tais áreas situa-se boa parte do patrimônio ambiental remanescente do município de São Paulo, em especial a cobertura vegetal e a biodiversidade, tornando-se preocupante a presença de usos incompatíveis com a preservação.

No grupo VI, com medianas condições socioambientais, têm-se alguns distritos que apresentam resultados pouco satisfatórios no perfil ambiental deslocando-se para faixas de melhor resultado, entre esses Belém, Tatuapé e Vila Carrão.

Observa-se ainda o acréscimo de três para sete distritos e de quinze para vinte dois, nos dois últimos grupos G-VII e G-VIII do ranking, quando se comparam os dois perfis, sugerindo um maior número de distritos com precárias condições socioeconômicas. Tem-se ainda que os sete distritos com as piores condições socioambientais situam-se na zona leste.





Distribuição da cobertura vegetal


Cobertura vegetal por habitante


Desmatamento no período de 1991-2000


Temperatura aparente da superfície


Ranking da cobertura vegetal por habitante


Ranking das áreas desmatadas


Ranking das temperaturas por área


Perfil socioeconômico


Perfil socioeconômico


Perfil ambiental de SP


Ranking Perfil Ambiental


Perfil socioambiental de SP


Ranking Perfil Socioambiental


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