- Desmatamento
1991 - 2000
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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- Cobertura Vegetal
1999
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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- Distribuição da Vegetação no Município
1999
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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- Alteração da Vegetação Significativa na Bacia do Cabuçu de Baixo
2002
escala 1:40.000 (DWF), 1:80.000 (JPG) e 1:40.000 (PDF)
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- Alteração da Vegetação Significativa na Bacia do Cabuçu de Baixo (detalhe)
2002
escala 1:20.000 (DWF), 1:40.000 (JPG) e 1:20.000 (PDF)
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* Para visualizar os mapas, consulte a seção Índice de Mapas



Rel. da Cobertura Vegetal


Mapa da Cobertura Vegetal e Mapa da Distribuição da Vegetação

Bases de Informação
Para a produção do mapa de vegetação foram utilizadas imagens digitais produzidas pelo sensor ETM+ (Enhanced Thematic Mapper Plus) do satélite Landsat 7.

Todas as bandas multiespectrais (ETM 1, 2, 3, 4, 5 e 7) de duas cenas adquiridas em 03 de Setembro de 1999, correspondendo à órbita/ponto 219/76 e 219/77, abrangendo todo o território do Município, foram empregadas no estudo.

Métodos Utilizados
Para o processamento das imagens, utilizou-se com os "softwares" ER Mapper 6.0 e SPRING 3.5.

As imagens disponíveis foram mosaicadas e corrigidas geometricamente, através do registro (georreferenciamento) tendo como referência a base cartográfica digital.

Visando realçar as informações relativas à vegetação, foram realizados procedimentos tradicionais em processamento digital de imagens (PDI), tais como: aumento de contraste, produção de composições coloridas, filtragem de freqüências espaciais, operações aritméticas e classificação.

As composições coloridas que apresentaram melhores resultados para interpretação visual, foram as produzidas com a associação das bandas TM4, TM5 e TM3 aos canais R (vermelho), G (verde) e B (azul). Nelas, a vegetação é representada em vermelho, facilitando a percepção visual das variações tonais.

Como a assinatura espectral da vegetação se caracteriza pela intensa absorção da REM na região do vermelho (devido à clorofila) e intensa reflexão na faixa do infravermelho (IV) próximo (causada pela estrutura foliar), é comum o uso de razões de bandas, correspondentes a estas faixas do espectro, nos estudos de vegetação.

Segundo Crosta (1992), esta é a base para o desenvolvimento dos Índices de Vegetação, que envolvem divisão, soma e diferença entre bandas espectrais. Dentre estes, o NDVI (Normalized Diference Vegetation Index) é o mais empregado. Para o caso das imagens TM, são utilizadas as bandas TM3 (correspondente à faixa do vermelho) e TM4 (correspondente à faixa do IV próximo), segundo a fórmula abaixo:

NDVI = (TM4 - TM3) / (TM4 + TM3)

Foresti (1986), empregou tal processamento para o estudo da vegetação do município de São Paulo (região do centro expandido), sugerindo-o como um método simplificado de monitoramento da vegetação em áreas urbanas.

No mapa da distribuição da vegetação, a imagem resultante da aplicação do NDVI, teve seu histograma ajustado e fatiado em 7 níveis de intensidade, cada qual correspondendo a uma classe de densidade de vegetação.

Utilizando-se do algoritmo de tabulação cruzada, do SPRING 3.5, o mapa temático resultante deste processo foi confrontado com o mapa de Administrações Regionais, para uma quantificação preliminar das diferentes classes de densidade de vegetação.

Cabe aqui ressalvar que o NDVI é ferramenta de grande utilidade, mas diversos pesquisadores vêm apresentando restrições a seu uso como índice de área foliar ou biomassa (Sellers, 1985) ou de teor de clorofilas (Datt, 1998; Gitelson & Merzlak, 1998) ou na correta discriminação das espécies e de modicações devidas às condições do meio ou do estado de saúde dos vegetais (Guenegou et al., 1994).

Assim, para a diferenciação entre as tipologias vegetais que ocorrem no município, a equipe trabalhou com várias técnicas em desenvolvimento no Instituto de Geociências da USP, as quais foram utilizadas na elaboração do mapa da cobertura vegetal.

Tal abordagem, proposta por Almeida (1999), Almeida e Fromard (2000) e Almeida et al. (2000) diferencia-se conceitualmente da prática usual por ser sistêmica, considerando o essencial dos pigmentos foliares, o conteúdo em água foliar e informações de biomassa, estrutura foliar e de dossel e traços de informação de compostos bioquímicos. Para isto, analisa-se todo o espectro óptico, dentro dos limites do sensor utilizado, à luz de dados de espectrometria de vegetação fornecidos pela literatura.

A viabilidade vem do bem conhecido e muito característico comportamento espectral vegetação entre 400 e 2500nm: no visível a resposta é dominada pelos pigmentos foliares, fotossintéticos ou não, enquanto no infravermelho próximo o é pela estrutura foliar e, no infravermelho médio e distante, pelo conteúdo em água foliar e, secundariamente, por compostos bioquímicos como celulose, hemiceluloses, proteínas, ligninas e amidos, compostos que, entretanto, têm sua resposta espectral nas folhas verdes fortemente mascarada pela água foliar. Considerando-se simultaneamente estes aspectos, a vegetação é vista como um sistema, que expressa seu vigor tanto no do conjunto de constituintes como, muitas vezes, em cada um isoladamente, já que a interdependência entre os constituintes das folhas é parcial. Desta forma uma abordagem sistêmica pode permitir a identificação mais pormenorizada de diferenças nas coberturas vegetais que estudos analíticos e, portanto, parciais, como é feito tradicionalmente.

Para a elaboração do mapa da cobertura vegetal, aplicou-se o método de classificação não supervisionada e a filtragem passa-baixa.

Mapa de Desmatamento

Bases de informação
Para a confecção do mapa de desmatamento foram utilizadas imagens digitais produzidas pelo sensor dos satélites Landsat 7, imagem de 30 de abril de 2000; e LANSAT 5, imagem de 23 de outubro de 1991.

Foram utilizadas ainda, fotos aéreas tomadas dos vôos de 2000 e 2001 (escalas 1:5000 e 1:6000) para conferência dos dados obtidos, e sobrevôos de helicóptero.

Os dados de crescimento populacional apresentados no censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE foram usados para o cruzamento com as informações de vegetação.

Métodos utilizados
Pelas características do desmatamento no município de São Paulo, que ocorre principalmente em virtude da expansão da mancha urbana, optou-se neste trabalho pela aplicação de uma técnica de processamento digital de imagens orbitais, a detecção de mudanças, para a quantificação da perda de biodiversidade, tendo como indicador a área com cobertura vegetal.

Tais técnicas vêm sendo amplamente empregadas em estudos sobre expansão da área urbana, com sensoriamento remoto. Foresti (1986), empregou técnica semelhante para a análise da expansão urbana do setor oeste da Região Metropolitana de São Paulo. Já Niero et al. (1982), estudaram o crescimento da mancha urbana, na região de mananciais ao Sul do Município de São Paulo, com dados do Landsat.

No método aqui empregado, o comportamento espectral diferenciado, entre áreas cobertas por vegetação e por edificações, é explorado: a vegetação reflete pouca REM na faixa do visível, ao contrário do que ocorre com as áreas urbanas. Veja o gráfico das Curvas de Reflectância de alguns materiais que compõem as áreas urbanas e da vegetação. (Adaptado de Zheng et al., 2001)

Assim, dados referentes à banda 3 do satélite Landsat, que correspondem à faixa do vermelho (entre 630 e 690 nm), de diferentes datas, foram utilizados numa composição colorida RGB, na qual a banda TM 3 de 2000 foi associada ao canal vermelho(R) e a banda TM 3 de 1991, associada aos canais verde e azul (G e B).

Esta composição colorida resulta numa imagem que realça, em vermelho, as regiões onde a mancha urbana avançou sobre a vegetação, pois os pixels que representam áreas urbanas têm DN mais alto e a Banda 3 da imagem de 2000 foi associada ao canal vermelho.

Para uma análise quantitativa da perda de cobertura vegetal, porém, fez-se uma classificação não supervisionada, com os mesmos dados.

Com o "software" SPRING 3.5 a imagem foi segmentada, ou seja, regiões (conjunto de pixels) homogêneas foram delimitadas automaticamente, através da análise estatística dos dados. O resultado é uma imagem rotulada, com cada região apresentando um rótulo (valor de nível digital), e que deve ser classificada com classificadores de região (INPE).

No processo de classificação por região, tais regiões podem ser utilizadas como área de treinamento, ou seja, como área da imagem que identificou-se como representativa da classe que se deseja mapear. Neste caso, áreas vermelhas da composição colorida mencionada, são relativas ao desmatamento.

O classificador Battacharya foi utilizado para classificação e um mapa temático, em formato "raster" foi criado. Este mapa apresenta apenas duas classes temáticas: áreas desmatadas, (onde ocorreu mudança de cobertura do terreno na década de 90) e áreas inalteradas.

Após a checagem dos dados, com o auxílio de fotos aéreas e sobrevôos de helicóptero e das correções necessárias, chegou-se ao produto final.

Integrando o resultado ao sistema de informações, foi possível a apuração do total de perda de cobertura vegetal para o município de São Paulo, bem como dos sub-totais por distrito administrativo.

O cruzamento das informações possibilitou ainda uma análise da relação entre perda de cobertura vegetal e crescimento populacional, com a inclusão dos dados do censo de 2000 do IBGE.

Vegetação Significativa

Bases de Informação
Escolheu-se a Bacia do Córrego Cabuçu de Baixo como área piloto do município para estudos de detalhe da vegetação significativa e de uso do solo para as áreas públicas. Foram utilizadas as informações representadas na publicação “Vegetação Significativa do Município de São Paulo” (SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE / SECRETARIA MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO, 1988), considerando que os maciços arbóreos e os espécimes isolados mapeados nesta publicação servem de base para o Decreto Estadual nº 30433/89, que os considera imunes ao corte. As cartas que recobrem a área da Bacia foram escanerizadas e posteriormente vetorizadas, gerando um arquivo digital que possibilitou o registro associado com a rede viária e com a imagem de satélite Ikonos. Através de interpretação visual de dados foi possível avaliar a situação atual das áreas de vegetação significativa indicadas em 1988.

Foi utilizada a imagem IKONOS multiespectral, com resolução espacial de 4m, do dia 24 de setembro de 2000, (nas bandas verde 0.52 - 0.60µ vermelho 0.63 - 0.69µ, infravermelho próximo 0.76 - 0.90µ), embora as faixas correspondessem a dois modos distintos de aquisição, como pôde ser observado na variação de textura do Índice de Vegetação, indicando a necessidade de análise separada destes dados.

Bases de dados de apoio
Todos os dados utilizados foram registrados para o sistema de coordenadas UTM (fuso 23, Datum Córrego Alegre) de forma a constituírem uma base compatível e facilitar a interpretação visual de dados da imagem com base nas referências espaciais das demais bases de dados.

Foi utilizada a base matricial das cartas da publicação Vegetação Significativa do Município de São Paulo (na escala 1:10.000), as quais foram digitalizadas no âmbito do projeto.

Para o desenvolvimento desta análise utilizou-se ainda os seguintes dados vetoriais, provenientes da base digital do Atlas Ambiental:

· Limite da Bacia

· Eixo de Logradouros da Bacia do Cabuçu

· Limites das Reservas – Parque Estadual da Cantareira e Parque Estadual Alberto Loefgreen – da área.

Para limitação da área de trabalho foram utilizados os vetores do limite da Bacia do Cabuçu e aplicado um Buffer de 500 metros para processamento dos dados.

Estes vetores foram extraídos da Base do Atlas em formato DXF e exportados para o formato Shapefile.

Através de análise espacial, foram extraídas somente as feições pertencentes à área de abrangência deste estudo das bases utilizadas.

Os dados vetoriais e matriciais utilizados possibilitaram a verificação das diferenças entre o limite do Parque Estadual da Cantareira que pode ser observado na publicação “Vegetação Significativa do Município de São Paulo“ (SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE / SECRETARIA MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO, 1988) e o constante na base digital do Atlas Ambiental. Para o desenvolvimento do trabalho optou-se por preservar o limite definido na Base do Atlas e corrigir as distorções no mapa final.

Métodos utilizados
Para o levantamento da situação atual da vegetação utilizou-se basicamente de dois procedimentos metodológicos: o processamento digital de imagens e a interpretação visual de dados. A seguir, apresentamos os procedimentos adotados e as atividades realizadas para a geração de cada um dos mapas resultante deste estudo.

As áreas com vegetação significativa foram comparadas e verificadas com a composição colorida da imagem de satélite, e depois de avaliadas foram classificadas pelos seguintes critérios, quanto à situação atual da vegetação:

Alteração
-Sem alteração 01
-Alterada 02
-Não mais existente (suprimida) 03
-Em regeneração 04
-Área de Exclusão de Parques 05

Tipo de alteração
-Aumento da área 1000
-Redução da área Valor da porcentagem de redução
-NOVA OCUPAÇÃO
-Ocupação urbana
pouco densa 01
densa 02
vertical 03
-Área em processo de ocupação 04
-Vegetação herbácea ou gramínea 05
-Solo exposto 06

Esta chave de classificação foi montada para permitir uma análise da situação da vegetação significativa de forma qualitativa e quantitativa estimada. Esta classificação seguiu os critérios adotados para a caracterização dos elementos abordados na publicação que conforme citado,

“...resultou numa seleção às vezes aparentemente injusta quanto à qualidade da vegetação, mas justificada por sua inserção em determinado contexto urbano ou em situação geográfica específica.” (SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE / SECRETARIA MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO, 1988).

Para o posicionamento dos polígonos do tema Vegetação Significativa, optou-se por utilizar como referência posicional o tema eixo de logradouros em formato Shape File e as Cartas da Vegetação Significativa escaneadas no formato jpg. Este material foi georreferenciado com projeção UTM Zona 23 e Datum Córrego Alegre. Este processo de organização e agregação de dados para a análise foi feito levando-se em consideração a limitação imposta por cada material utilizado e seu processo de obtenção, além da necessidade de compatibilização das informações.

A interpretação visual dos dados permitiu uma avaliação da permanência ou não das unidades de vegetação, representadas por polígonos sobrepostos a Imagem, assim como uma estimativa da porcentagem de alteração sofrida pela área e a qual ocupação foi submetida.

Para as unidades arbóreas representadas por pontos, foi realizada visita ao local para averiguação e documentação da situação atual dos exemplares arbóreos.

Processamento Digital de Dados
O processamento digital de dados foi utilizado para gerar a composição colorida com o realce adequado, que foi utilizada para a interpretação visual em tela e para a geração do índice de vegetação, realizado para destacar outras áreas com vegetação na região.

O índice de vegetação é um dos indicadores de desenvolvimento sustentável proposto pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (United Nations Commission on Sustainable Development UM/CSD) e destacado pelo seu potencial de permitir a visualização da distribuição espacial do fenômeno (segundo Langaas, 1996).

Através de técnicas de processamento digital de imagens foi gerada a composição colorida da imagem. Foi também realizado um teste para gerar um índice de vegetação.

O índice utilizado foi o índice de vegetação da diferença normalizada:

[(NDVI= (IV-V)/(IV+V)], aonde:

NDVI é o índice de vegetação da diferença normalizada;

IV é a imagem correspondente à banda do infravermelho

V é a imagem correspondente à banda no vermelho.

O objetivo de utilizar o índice de vegetação foi mostrar a existência, a partir da observação da imagem, de pequenas áreas com pouca vegetação distribuídas de forma intensa na área.

Estas áreas, muitas vezes jardins residenciais, não constavam do levantamento da vegetação significativa e, na maior parte das vezes, não se apresentam como áreas de vegetação especialmente significativa, no entanto o processamento efetuado permitiu destacar a existência destas áreas e valorizar a importância no conjunto destas pequenas unidades.

Após o processamento do índice de vegetação foi possível verificar uma variação nos valores radiométricos da imagem que não foi observado na composição colorida, provavelmente derivado de diferenças nos processos de aquisição. Esta variação foi mantida e, portanto, a imagem resultante deve ser analisada como um dado relativo à área da imagem em que está localizada. Neste sentido, o resultado obtido com o índice de vegetação deve ser considerado como um recurso de visualização geral das áreas vegetadas.

Uso e Ocupação de Áreas Públicas

Base de informação
Como base de dados utilizou-se a classificação de áreas públicas existentes na base cartográfica digital GEOLOG (na escala 1:10.000). É importante reafirmar que apesar do GEOLOG não conter todas as áreas públicas existentes na Bacia, para o escopo deste trabalho estas são as que imediatamente interessam, pois são aquelas que foram destinadas legalmente como parte do Sistema de Áreas Verdes municipais.

As informações sobre usos institucionais das áreas públicas foram obtidas a partir de listagens fornecidas por SEMPLA, complementadas por informações provenientes de outras secretarias municipais e por informações colhidas em campo. Parte dos dados foi obtida diretamente na Administração Regional da Freguesia do Ó, que forneceu indicações sobre as áreas verdes públicas implantadas e aquelas em implantação.

Foram utilizados três conjuntos de fotos aéreas: um na escala 1:5.000, do vôo de 1996, o segundo na escala 1:6.000 do vôo de 2000, e o terceiro na escala 1:5.000, do vôo de 2001, todos da empresa Base Aerofotogrametria S/A, sendo que o último conjunto foi adquirido com recursos da FAPESP.

Por sua elevada resolução, optou-se por utilizar também as imagens orbitais IKONOS de 24 de setembro de 2000 adquiridas no modo Carterra Geo - Pancromática (PAN), com 1 metro de resolução espacial.

Salientamos ainda que as informações utilizadas neste trabalho se referem a dados de domínio público, disponíveis para consulta no site da PMSP (<http://www.prefeitura.sp.gov.br/>). Os mapas apresentados aqui foram portanto gerados a partir de informações públicas, registradas sobre a base digital do Atlas Ambiental e atualizados com checagem em campo e uso das fotos aéreas adquiridas pelo projeto do Atlas Ambiental.

Métodos utilizados
O estudo baseou-se na análise da ocupação de cada uma das áreas públicas pertencentes ao sistema de áreas verdes na bacia ou que foram destinadas legalmente para esta finalidade.

Em um primeiro momento, a partir da relação de áreas públicas constante no GEOLOG, foram feitas análises iniciais de usos a partir das fotos aéreas da bacia do vôo de 1996, escala 1.5.000 da empresa Base Aerofotogrametria S/A, cedidas por SEHAB/RESOLO para este estudo. Após a foto interpretação, o conjunto de áreas foi classificado preliminarmente nas seguintes categorias:

-Áreas verdes;
-Áreas de uso institucional, (originalmente áreas verdes, cedidas para construção de escolas, postos de saúde e outros;
-Áreas invadidas e ocupadas por favelas;
-Áreas livres, não ocupadas, com ou sem vegetação.
-Posteriormente foi realizado trabalho de campo para a confirmação das -informações obtidas pela fotointerpretação, sendo os dados atualizados, verificando-se eventuais mudanças na classificação das áreas.

Este trabalho de campo foi realizado durante os anos de 2000 e 2001, pela equipe técnica da Divisão Técnica de Planejamento Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo.

Após a confirmação em campo da classificação, utilizou-se as imagens orbitais IKONOS de 24 de setembro de 2000 adquiridas no modo Carterra Geo - Pancromática (PAN), com 1 metro de resolução espacial, através do uso do programa denominado 'Sistema de Processamento de Imagens Georreferenciadas – SPRING’, versão 1998, que gerou os mapas apresentados nesta seção do relatório. Além disso, as imagens de satélite georreferenciadas foram utilizadas para identificar as formas atuais de uso e ocupação do solo na bacia.

As imagens pancromáticas foram utilizadas inicialmente como verdade de campo devido a sua elevada resolução espacial e, em função da melhor resolução espectral, as imagens MSS foram reamostradas de quatro para 10 metros quadrados com a finalidade de determinar as “modas” de uso e ocupação, mostrando assim, as classes com áreas mais freqüentes em cada quadra, inseridas para demonstrar o contraste entre as áreas verdes e outras formas de ocupação da Bacia.

O mapa de declividade da Bacia foi desenvolvido através de um modelo numérico de terreno (MNT) na forma de uma grade triangular irregular (TIN). O modelo numérico de terreno foi obtido a partir da compilação e edição de isolinhas (amostras) com intervalos de 5 metros.

Este dado foi cedido em formato digital pela empresa de consultoria Engecorps, originalmente em formato DAT e TAB (MapINFO), o qual foi exportado em formato vetorial (DXF) para em seguida se proceder à importação para o SPRING. As linhas amostradas foram utilizadas para criar a grade irregular. O método utilizado foi o incremental, onde cada amostra foi inserida por um processo que consta da definição de qual triângulo o contém, da modificação deste triângulo e de seus vizinhos, teste do critério de Delaunay (Burrough, 1986) e da modificação dos novos triângulos e seus vizinhos.

Neste aspecto em especial, em função da baixa resolução espacial das isolinhas localizadas nas regiões críticas em termos de capacidade de geração das TIN, ou seja, nas áreas planas associadas às regiões inundáveis, alguns triângulos foram testados e modificados, para respeitar as restrições de Delaunay.

A classificação final das áreas foi realizada com o uso das fotos aéreas coloridas adquiridas da Base Aerofotogrametria pelo projeto do Atlas Ambiental, referentes ao vôo de maio 2001 em escala 1:5.000. Esta análise final foi realizada através da comparação entre os dados obtidos nos processos anteriores e as informações da fotointerpretação. Em virtude da escala das fotos aéreas e da qualidade das mesmas, foi possível refinar os dados obtidos e eliminar eventuais inconsistências entre os dados gerados pelo SIG e a situação real mostrada pelas fotos.

Resultados obtidos

Mapa da cobertura vegetal e mapa da distribuição da vegetação no Município de São Paulo

No mapa da cobertura vegetal, pode-se perceber que os maciços florestais nativos em estágios mais avançados de sucessão ecológica estão confinados nos limites do município ao Sul, onde se destacam as formações qualificadas como Floresta Ombrófila Densa e Mata Nebular, além dos campos naturais e formações de várzea. Estes remanescentes localizam-se principalmente na recém criada Área de Proteção Ambiental (APA) do Capivari-Monos, na península do Bororé e na margem direita da Represa Guarapiranga.

Ao Norte, os Parques Estaduais do Jaraguá e da Cantareira, além do Parque Municipal do Anhanguera, abrangem os remanescentes de Floresta Ombrófila Montana. Cabe ressaltar, que nesta região ocorrem ainda extensos reflorestamentos. Já na Zona Leste, as porções remanescentes, de pequena extensão regional, estão contidas nas APA do Carmo e Iguatemi, e no extremo leste do município.

As formações em estágio inicial de sucessão, por sua vez, concentram-se quase que totalmente no território da Administração Regional da Capela do Socorro (Sul do município). Cabe destacar que o Parque do Estado, totalmente envolvido por área urbana, apresenta-se como uma ilha de vegetação, com formações extremamente significativas.

O mapa da distribuição da vegetação(1), por outro lado, nos permite uma quantificação dos usos, segundo a densidade de vegetação. Assim, pode-se verificar que 48% do território do município apresenta-se carente em arborização e áreas verdes. As áreas mais carentes, segundo as tabelas citadas, situam-se nas Administrações Regionais de Aricanduva/Vila Formosa, Itaim Paulista e Vila Prudente (Zona Leste); Cidade Ademar e Jabaquara (Zona Sul); Casa Verde, Vila Maria/Vila Guilherme (Zona Norte); e Sé e Mooca (Zona Central).

É importante ressaltar que cerca de 75% da vegetação existente no município concentra-se em apenas quatro regiões administrativas: Capela do Socorro e Campo Limpo ao Sul, Jaçanã-Tremembé e Perus, ao Norte.

(1)
-Classificação das classes de densidade da vegetação para o município de SP
-Classes de Distribuição da Vegetação para o município de SP
-Distribuição da vegetação nas Administrações Regionais





Curvas de reflectância


Mancha urbana que avançou sobre a vegetação


Classes de densidade da vegetação em SP


Distribuição da Vegetação


Distribuição da vegetação nas Adms. Regionais


atlasambiental@prefeitura.sp.gov.br